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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cleópatra!!!! E a Moda!!!!

Cleópatra VII: A Grande Rainha do Egito
Mas ela não era cantora. Nem atriz. Ela não fazia nada demais. Só governou um país, declarou algumas guerras, mandou matar algumas pessoas, seduziu alguns governantes poderosíssimos, entre outras coisas. Foi a governante mais famosa da história do Egito. É óbvio que estamos falando da Cleópatra.
Uma menina rainha
Cleópatra VII Thea Filopator, como o nome já diz, não foi a primeira e nem a única Cleópatra, e sim, a sétima. Acabou ficando tão famosa que com o tempo convencionou-se na mídia e na cultura popular simplesmente esquecer as outras. O nome Cleópatra significa “Glória do Pai”. Seu sobrenome, Thea Filopator, significa “Deusa Amada Pelo Pai”.

Nasceu no Egito, na lendária cidade de Alexandria, mas seus pais eram da Macedônia. Naquela época o Egito estava sob o domínio de uma dinastia Macedônica, e o pai de Cleópatra, o rei Ptolomeu XII, não vivia seus melhores dias perante a população de Alexandria. Não demorou para que Cleópatra fosse nomeada governante do Egito pelo seu pai (na verdade, houveram algumas mortes de pessoas que estavam a frente dela na linha de sucessão, nomeadamente, Berenice IV e a própria Cleópatra VI, e pode-se dizer que não foram exatamente mortes acidentais, embora nenhuma delas tenha sido culpa da Cleópatra VII), junto com seu irmão Ptolomeu XIII, com quem teve que se casar, perante os costumes da época (sim, era irmão casando com irmão, e isso porque nem começamos a falar dos casos de irmão matando irmão ainda...). Cleópatra tinha apenas 17 anos e Ptolomeu, 15.
Cleópatra, como é de se esperar de uma jovem com dinheiro e poder nas mãos, era muito vaidosa. Gostava de estar sempre enfeitada por pedras bonitas e preciosas, que as vezes ela mesma encomendava, e outras, ganhava de alguém. Mas provavelmente não era tão bonita quanto a lenda diz. Não que fosse feia também: Era uma jovem comum, sem nada de muito especial. Exceto uma coisa...
A governante
Cleópatra era inteligente. Muito inteligente. Era uma estrategista muito boa, escreveu vários livros sobre assuntos variados (daria uma ótima blogueira) e tinha um dom ímpar para fazer política: Conseguir aliados era com ela mesma. As vezes ela não usava as táticas mais éticas, por assim dizer, para conseguir esses aliados, mas isso são coisas que falaremos nos momentos devidos. Aqui vamos nos atentar a governante Cleópatra. Ela não chegou a governar o Egito sozinha, apesar de toda a sua genialidade, tendo sempre dividido o trono com algum homem. No entanto, sabe-se que em todos os casos era ela quem mandava na bagaça: O Rei só estava lá para acenar pro povo. Quem mandava e desmandava era a Cleópatra.
Assim que foi nomeada rainha pelo seu pai (que morreria logo depois), iniciou-se uma das disputas mais ferrenhas com a qual ela teve que lidar na sua vida: A disputa pelo poder com seu irmão e marido, Ptolomeu XIII. Ainda mais jovem e imaturo do que ela, Ptolomeu XIII simplesmente seguia o que seus conselheiros, ambiciosos e que não gostavam de Cleópatra, lhe diziam para fazer. Esse atrito gerou inúmeros problemas não só entre os dois, mas como para o Egito como um todo, que começava a enfrentar problemas por conta das ações contraditórias de seus dois governantes, que pareciam querer andar para caminhos totalmente opostos.
Cleópatra tinha uma visão diferenciada e já havia percebido que Roma era a bola da vez, e que seria uma ótima idéia tornar o Egito amiguinho deles, antes que eles resolvessem tomar a “amizade” do Egito na base da força. Para fortalecer esses laços, ela chegou a fornecer 60 barcos para ajudar os romanos em uma batalha. Isso foi tudo o que os membros da corte queriam: Um motivo para tirá-la do poder. Acusaram-na de tentar governar sozinha e sem responsabilidade. O povo comprou a causa, a casa caiu pela primeira vez e Cleópatra teve que fugir para a Síria...
Acharam que era fácil assim?
Cleópatra era uma mulher inteligente, que sabia fazer aliados como poucos. Sei que já falei isso mas nunca é demais lembrar. Especialmente se formos falar que ela juntou um exército de mercenários para voltar ao Egito e quebrar a cara do seu irmão. Como e onde ela arrumou esses caras a história não conta, mas tanto faz. Ela era inteligente e sabia fazer aliados como poucos. É tudo que precisamos saber para prosseguir a história.
Paralelamente a isso, não eram apenas o egípcios que estavam tendo problemas internos: O pau quebrava também entre os romanos. Gneu Pompeu, o político romano a quem Cleópatra havia emprestado os barcos, perdeu a batalha contra Júlio César, Imperador Romano, e se refugiou em Alexandria, a convite, ironicamente, do mesmo Ptolomeu XIII que usou a ajuda a Pompeu como desculpa para se livrar da sua irmã. Coisa boa não podia ser. E não era: Tratava-se de uma emboscada, Pompeu foi morto e sua cabeça foi levada a César por Ptolomeu.
E César... Odiou o presente. Ficou horrorizado, aliás. Pompeu era seu inimigo político, era a oposição, mas aquilo era ridículo, na visão de Cesar a rivalidade não chegava ao ponto dele precisar da cabeça do cara como troféu... Até porque, Pompeu era, nada mais, nada menos, do que casado com a filha de César... Que bola fora hein Ptolomeu XIII?
O tapete
Foi então que uma das idéias mais malucas, geniais e famosas de Cleópatra veio a tona: Ela precisava encontrar-se com César, mas o que ela tinha em mente, para ganhar a confiança dele, não era algo que ela podia dizer em uma reunião formal. Esperta que só, mandou então um presente a César, um tapete. A cara de César ao descobrir que a própria Cleópatra estava escondida enrolada no tapete deve ter sido uma das expressões mais singulares da história da humanidade...
Cleópatra disse a César que havia ouvido falar dos inúmeros romances dele, e que então ficou com vontade de conhecê-lo. Tornaram-se amantes e Júlio César resolveu que iria dar um jeito nos problemas envolvendo Cleópatra e seu irmão. Mas como?
Primeiramente, ele fez o testamento do pai deles ser cumprido, e novamente nomeou ambos os soberanos do Egito. De quebra ainda deu o governo do Chipre para os irmãos mais novos da dupla, Arsínoe e Ptolomeu XIV. Arsinoe no entanto não se contentava com pouco, se uniu ao ainda revoltadinho Ptolomeu XIII e ambos tentaram tomar novamente o Egito e tirar a Cleópatra de lá. Era tudo que Júlio César e Cleópatra queriam. Arsínoe até chegou a governar o Egito, antes de seu exército egípcio ser esmagado pelas forças romanas. Saldo: Arsínoe foi assassinada e Ptolomeu XIII morreu afogado no Rio Nilo, tentando escapar. Era melhor que ela tivesse se conformado com o Chipre... O Egito agora era um país independente, mas protegido por Roma: Ai de quem tocasse um dedo nas terras da dona do coração (embora fosse uma amante, e não uma esposa) de Júlio César...
Filho, o irmão restante, Roma...
Cleópatra foi morar em Roma e teve um filho com Júlio César, chamado Ptolomeu XV César, mais conhecido como Cesarion (“pequeno César"). Ele não foi nomeado herdeiro de Júlio César no entanto. Cleópatra não era necessariamente uma pessoa das mais amadas em Roma, aliás.
Falando em popularidade, como Cleópatra estava em Roma, e os outros irmãos estavam no além, coube ao caçula Ptolomeu XIV as honras de governar o Egito. Ele também teve que se casar com a Cleópatra para isso (foi uma sugestão de Júlio César, aliás). Por um infeliz acaso do destino, tão logo Júlio César foi assassinado, Ptolomeu XIV também morreu de forma misteriosa. Suspeita-se que Cleópatra tenha encomendado sua morte. O fato é que ele morreu, e Cleópatra voltou ao Egito, para governar junto com seu filho, que assumiu o papel de rei na falta de qualquer outro para fazê-lo...
Marco Antônio
                                          Com César morto, Marco Antônio, governante da porção oriental do Império Romano desde então, convocou Cleópatra para depor: Ele desconfiava que ela tivesse alguma coisa a ver com a morte de Júlio César. Sempre esperta, Cleópatra apareceu lotada de pompa, e não demorou muito para inverter o jogo: Agora Marco Antônio também estava apaixonado por ela.

Morando juntos em Roma tiveram 2 filhos gêmeos, Cleópatra Selene e Alexandre Hélio, e Marco Antônio devolveu ao Egito boa parte das terras que o Império Romano havia tomado. Mais tarde se mudaram para Alexandria, onde ainda nasceria mais um filho, Ptolomeu Filadelfo. 
Algum tempo depois, uma carta de Marco Antonio revelava que ele estava com outra mulher e tinha abandonado Cleópatra. Aos 29 anos, mãe de três filhos pequenos, Cleópatra teve de adiar mais uma vez seus planos quanto ao futuro de Cesário.
A volta de Marco Antônio Marco Antônio voltou tempos depois e pediu um novo encontro com Cleópatra. Ele ainda precisava das riquezas do Egito para vencer Otaviano. A rainha estava com a mente confusa, mesmo com toda dedicação em preparar um futuro prospero para Cesário, Cleópatra tinha sentimentos. Ela fora abandonada prestes a dar vida a dois filhos gêmeos. Mas sua determinação política venceu seus ressentimentos, aceitando assim, um novo encontro com Marco Antônio.
O senado resolveu declarar guerra a ambos: Marco Antônio e as terras sob seu comando para tomá-las de volta enquanto ainda tinha alguma terra pra tomar de volta e, claro, ao Egito.

Desta vez Cleópatra condicionou as riquezas do Egito a um grande acordo nupcial. Para ela ficou a região de Arnúbia, Chipre, Sinai, Armênia, Norte da África e Fenícia. Territórios conquistados com o sangue romano tinham sido entregues a uma rainha egípcia. Isto causou fúria em Roma, alimentando com raiva às tropas lideradas por Otaviano que estava preparando um confronto final contra Marco Antonio. Nesta batalha, Otaviano sagrou-se vitorioso. Cleópatra chegou a acompanhar de perto o confronto, mas quando percebeu a eminente derrota de Marco Antonio, fugiu em sua nau capitânia. A rainha seguiu para Alexandria. Marco Antonio não conseguiu acompanhá-la e perdeu-se no caminho, caindo em desespero.
Cleópatra planejou uma viajem até a Índia, onde fundaria um novo império com sua riqueza. Era sua última chance. Em Petra, Cleópatra foi surpreendida e suas embarcações (carregadas e prontas para ganhar o mar) foram incendiadas. Marco Antônio, preservando o estilo romano, entregou-se a espada e fora morrer aos braços de sua amada. Já havia uma tumba preparada para Cleópatra. Porém, sua morte faz parte de uma discussão interminável.

Derrotados, Marco Antônio e Cleópatra cometeram suicídio. Ela, segundo consta a história, deixou-se ser picada por uma cobra venenosa, da espécie Naja Haje. Roma tomou o Egito como mais uma de suas províncias. E a História tomou Cleópatra como uma de suas grandes personalidades...
A morte de Cleópatra
Muitos textos antigos afirmam que ela tenha sido morta por meio de uma picada de cobra. (resta saber se por uma naja , ou uma víbora). A Naja possui um veneno mais letal e sua picada é de difícil identificação. Já a víbora provoca um inchaço grotesco, e, por esta razão, a morte por meio de uma víbora é descartada por estudiosos.
A morte por meio da picada da naja evitaria a exposição de Cleópatra num triunfo romano, conforme desejo de Otaviano. Cleópatra estava confinada num dos quartos do palácio e, tudo que era levado até ela era inspecionado para evitar seu suicídio. Mas de alguma forma, ela conseguira se matar conduzindo uma de suas mãos a uma “compota” onde uma naja estaria entre os frutos.
Quando os soldados romanos de Otaviano entraram no quarto da rainha, ela já jazia morta e vestida com trajes reais. Otaviano nada pode fazer a não ser expor para seu poderio militar um retrato da rainha Cleópatra. Os dois filhos gêmeos de Cleópatra perderam-se na história.
Otaviano matou Cesário, impedindo definitivamente qualquer chance de prosperidade política para o filho da rainha. Alexandria deixou de ser um lugar dedicado ao saber, passando a ser uma mera província romana no Egito. Mas Cleópatra nunca fora esquecida. Ela era a rainha do antigo Egito.

Elizabeth Taylor, a mais famosa Cleopatra da 7ª Arte.

Elizabeth Taylor em Cleopatra, 1963
Elizabeth Taylor em 1950 
Nome completo Elizabeth Rosemond Taylor 
Outros nomes Dama Elizabeth Taylor
Liz Taylor
Liz 
Nascimento 27 de fevereiro de 1932
Londres, Inglaterra
Reino Unido 
Morte 23 de março de 2011 (79 anos)
Los Angeles, Califórnia
Estados Unidos
 
Ocupação Atriz 
Altura 1,57 m 
Cônjuge Larry Fortensky (1991 - 1996) 
John Warner (1976 - 1982) 
Richard Burton (1964 - 1974) e (1975 - 1976) 
Eddie Fisher (1959 - 1964) 
Michael Todd (1957 - 1958) 
Michael Wilding (1952 - 1957) 
Conrad Hilton Jr. (1950 - 1951) 

Trabalhos notáveis Martha em Quem Tem Medo de Virginia Woolf? 
Cleopatra em Cleópatra 
Gloria Wandrous em Disque Butterfield 8 
Margaret Pollitt em Gata em Teto de Zinco Quente 
Leslie Benedict em Assim Caminha a Humanidade 
Angela Vickers em Um Lugar ao Sol 

Atividade 1942 - 2011 
Óscares da Academia 
Prêmio Humanitário Jean Hersholt 
1993 
Melhor Atriz (principal)
1967
 - Quem Tem Medo de Virginia Woolf? 
1961 - Disque Butterfield 8 

Prémios Golden Globe 
Prémio Cecil B. DeMille 
1985 
Henrietta Award

1974 - World Film Favorite - Female 
Melhor Atriz (filme dramático)

1960 - Suddenly, Last Summer 
Prêmio Especial

1957 - Para o desempenho consistente. 

BAFTA 
Melhor Atriz
 
1967 - Quem Tem Medo de Virginia Woolf? 

Biografia
A mais bela estrela de Wollywood e mais querida e famosa...
Filha dos estadunidenses, Francis Leen Taylor (1897–1968) e Sara Viola Warmbrodt (1895–1994), mudaram-se para os Estados Unidos em 1939. Começou a carreira cinematográfica ainda criança, quando foi descoberta aos dez anos. Contratada pela Universal Pictures, filmou There's One Born Every Minute, mas não teve o contrato renovado. Assim como o amigo pessoal Mickey Rooney, revelou talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estréia em 1943 num pequeno papel da série Lassie. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permanecer no estúdio tornou-se o maior sonho.
Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmaria dramas, como Um lugar ao Sol, com o ator Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson, ambos atores homossexuais e dos quais se tornou grande amiga. Nessa década faria ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.
Liz, como foi mais conhecida, foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos; a marca registrada são os traços delicados e olhos de cor azul-violeta, emoldurados por sobrancelhas espessas de cor negra. Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna dos anos de ouro do cinema norte-americano, é uma compulsiva colecionadora de jóias. Certa vez, o amigo, o mágico David Copperfield, convidou-a para uma das apresentações e fez sumir das mãos um dos anéis favoritos. Liz, simpaticamente, e ao gritos, divertiu a platéia manifestando um momento de desespero ao ver o anel sumir.


Ficou famosa também pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais rumoroso o com o ator britânico Richard Burton, notório pelo alcoolismo, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra, o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Óscar, Os Farsantes e A Megera Domada. Vencedora duas vezes do Óscar da Academia para Melhor Atriz (principal), o primeiro em 1960 pelo papel da call-girl de Disque Butterfield 8 (pt: O Número do Amor); . Nessa década, com o reconhecimento do prêmio máximo do cinema mundial, consagrou-se como a mais bem paga atriz do mundo.

Foi amiga do Rei do Pop Michael Jackson, que dedicou-lhe vários de seus trabalhos, inclusive a canção "Liberian Girl".
Em 1997, a atriz passou por uma delicada cirurgia para remover um tumor do cérebro. No passado, a estrela também já teve problemas com o vício em álcool e drogas.
Foi pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, levantando fundos para as campanhas contra a AIDS a partir dos anos 80, logo após a morte de Rock Hudson. A despeito de ter nascido fora dos EUA, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida pelos seus vários trabalhos filantrópicos. Nessa época se agravaram os problemas de saúde, ganhando peso e sendo levada a internações recorrentes em hospitais.
Problemas de saúde e morte
Taylor tratou vários problemas de saúde ao longo dos anos, incluindo as questões relativas à insuficiência cardíaca crônica. Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas havia mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica.
Em fevereiro de 2011, apareceram novos sintomas relacionados à sua insuficiência cardíaca, o que a levou a ser internada no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles para tratamento, onde morreu na manhã do dia 23 de março após uma cirurgia, aos 79 anos de idade.. A informação foi confirmada pelo agente da atriz e por um familiar.
10 atrizes que interpretaram Cleópatra
Cleópatra, já foi tema de centenas de livros, peças de teatro, seriados e filmes. No cinema, a primeira atriz a intrepretá-la foi a francesa Jeanne D’ Alcy, num filme de dois minutos gravado lá no distante ano de 1899.
Diferente dos romanos, que passaram para a posteridade a imagem de uma Cleópatra de atributos físicos pouco atraentes,  no cinema e na televisão, só mulheres belíssimas deram vida à rainha do Egito!
Theda Bara em Cleópatra, filme mudo de 1917
Claudete Colbert em Cleópatra, 1934, do diretor Cecil B. de Mille
Vivien Leigh, em César e Cleópatra, de 1946
Rhonda Fleming, em A Serpente do Nilo, 1953 

Sophia Loren, no filme Duas Noites com Cleópatra, de 1953
Elizabeth Taylor, Cleópatra de 1963
Leonor Varela, Cleópatra de 1999
Monica Bellucci em Asterix e Obelix -  Missão Cleópatra, 2002
Lyndsey Marshal na série Rome, 2005 - 2007
Alessandra Negrini, Cleópatra, 2007

É no antigo Egito que vamos encontrar os primeiros testemunhos do uso de cosméticos. Os faraós tinham nas perucas coloridas formas de distinção social e consideravam a maquiagem dos olhos ponto de destaque fundamental para evitar olhar diretamente para Rá, o Deus Sol, todos usavam maquiagem. Eles acreditavam que, com a maquiagem teriam o poder da cura.
Motivos religiosos, sedução, demonstração de status e posição social ou simplesmente, por pura diversão, pintar o rosto e até partes do corpo tem sido feito a milhares de anos.
O registro mais antigo do uso de produtos de maquiagem foi no Egito, onde as mulheres maquiavam os olhos de verde escuro logo abaixo da pálpebra de baixo e, com kohl, (carvão misturado om óleos vegetais ou animais) escureciam os cílios e as pálpebras superiores.
A maquiagem esteve e está presente em todas as civilizações.

Homens, mulheres e crianças utilizavam o Kohl na área dos olhos.
O Kohl servia até como bloqueador solar...
Ele foi precursor do delineador!!!
Cleópatra adorava qualquer coisa relacionada à beleza, como a maioria das mulheres, ela não dispensava perfumes, maquiagens e adornos luxuosos como armas de beleza.
Cícero escreveu sobre Cleópatra no primeiro século aC:
"Sua personagem, que permeava suas ações de forma inexplicável quando ao encontro de pessoas, foi totalmente fascinante. O som de sua voz era doce quando ela falava".
Não há dúvida de que a mulher com quem tanto César e Marco Antônio se apaixonaram era de uma beleza chamativa.
Um dos truques conhecidos que Cleópatra, a sedutora mulher egípcia utilizava era o banho hidratante. Um ingrediente indispensável desse banho era o leite. Mais precisamente o leite de burra. O mel era um aditivo colocado no banho.
Ela também explorava matérias-primas curativas, composições como o kyphi e óleos aromáticos como o de rosas. O costume de ungir o corpo com óleo era rotineiro, ainda mais por causa do tempo seco ao redor do Nilo. Um dos óleos utilizados era o óleo de ambrette (proveniente das sementes de plantas Hibiscus) ou óleos provenientes da Grécia.
Outro truque de beleza de Cleópatra era o uso da Aloe Vera na pele e nos cabelos.
Cleópatra lavava o rosto usando um creme de limpeza feito a base de petróleo e giz. Limão, vinagre de maçã e água era utilizados para a limpeza facial e o mel era aplicado como um antibacteriano. As mulheres egípcias antigas também limpa seus corpos com uma pasta feita de natrão e água. A versão moderna disto pode ser misturar bicarbonato de sódio com água. Arqueólogos descobriram túmulos de três damas da corte de Tutmés III que continham frascos de creme de limpeza neles. O creme teria sido uma mistura de óleo e limão.
As máscaras faciais eram compostas por leite, mel, pepino, levedura e argila. Leite quente e mel era a máscara facial favorita de Cleópatra, assim como a máscara de argila.
Para manter sua pele lisa e esfoliada, Cleópatra esfoliava o corpo com sais marinhos. Outros ingredientes usados na pele de Cleópatra foram: o bálsamo, o cedro, a cera de abelha, a mamona, gordura de ganso, endro, hortelã, gengibre, antimônio, chumbo, enxofre vermelho e cebola. Sais do mar, especialmente aqueles do Mar Morto também eram apreciados pelos egípcios, para a esfoliação.
A receita de um esfoliante para o corpo encontrado em papiros médicos é a seguinte:
1 parte de mel
1 parte de natrão (use bicarbonato de sódio)
1 parte de sal do Mar Morto (sais de banho)
Moer até formar uma pasta e esfregue no corpo.
Para um aroma maravilhosamente autêntico ao antigo, adicione uma gota de incenso e mirra óleos essenciais, estes foram estimados aromas dos egípcios antigos. Esfregue o seu corpo com esta pasta e deixe descansar por alguns minutos enquanto você relaxa e desfruta antes de se enxaguar.
Era comum naquela época também o uso do "Bálsamo da Meca" (ou Bálsamo de Gileade, como é chamado na Bíblia ¬- que é uma goma resinosa da árvore de "gileadensis Commiphora), que foi usado para tornar a pele macia e sedosa.
Para o tratamento de cicatrizes, uma pomada feita a partir de incenso e mel seria aplicada diariamente na cicatriz. Uma bandagem embebida em mel e alfarroba também era utilizada.
Outro remédio que foi encontrado é relatado para tratar eficazmente as rugas:
1 parte de goma incenso
1 peça de cera
1 parte de óleo moringa
1 parte de grama Cyperus
Moer finamente e misture com o suco de vegetais fermentados. Aplicar diariamente.
Agora, obviamente, estes não são os ingredientes que a pessoa de hoje em dia encontra facilmente, então tente adicionar ao invés de algumas gotas de óleo de incenso, um pouco de óleo de amêndoa doce ou azeite. Entretanto, o incenso é supostamente o ingrediente chave nesta solução antirugas. O incenso também é relatado como muito eficiente para diminuir as cicatrizes.
Como maquiagem, Cleópatra aplicava ao redor dos olhos o “kohl” preto - ou malaquita verde. A aplicação era feita com uma vara feita a partir de materiais tais como hematita obsidiana e bronze. Ou seria aplicada com rolha da garrafa de tinta, alongada em uma ponta para ser mergulhado na tinta. Suas pálpebras e sobrancelhas também foram reforçadas com kohl umedecido em pó, aumentando seu olhar.
Outro cosmético usado por Cleópatra para realçar seu olhar era o negro sulfeto de antimônio. Os egípcios acreditavam que os olhos pintados com tinta era um preventivo eficaz para algumas doenças dos olhos.
A gordura de ganso ou uma pasta especial preparada a partir de galena, lápis-lazúli, malaquita, mel, ocre e minério era aplicada nas pálpebras. Este tratamento ocular era mantido em saquinhos de linho ou couro, na forma de pó fino. Então, o pó seria derramado em recipientes, a partir do qual seria extraído e aplicado com uma vara fina.
Um colírio muito utilizado era preparado a partir de aipo e cânhamo. Além disso, para esfriar e suavizar seus olhos, uma mistura de terra jasper ou serpentina, misturado com água, seria aplicado nas pálpebras. Uma preparação alternativa era feita com alfarroba e mel fermentado.

Cleopatra regularmente tinha suas unhas na cor dourada, as palmas das mãos e solas dos pés com uma cor laranja avermelhada, feito de folhas de henna. Desenhos geométricos também eram aplicados em suas mãos e pés com henna.
Cleópatra gostava de destacar os lábios com um gel feito a partir de ocre vermelho e gordura, ou de uma das plantas utilizadas para tingimento. As bochechas eram também destacadas com um pouco de ocre vermelho e gordura.
Para o realce natural do peito, Cleópatra massagearia seus seios com um soro contendo erva-doce e endro. Estas ervas contêm fitoestrógenos, hormônios vegetais naturais que imitam o estrogênio, que é encontrado no corpo de uma mulher.

Na época de Cleópatra perfumes feitos de iris, lótus, incenso, sândalo, canela e Mignonette eram usados frequentemente.
O mais velho de todos os perfumes do Antigo Egito é o "Kyphi”. Kyphi foi o mais sagrado de todos os perfumes usados nos atos religiosos e todas as noites era oferecida pelos sacerdotes em seus templos. Era um incenso feito de mel, vinho, mirra, passas, zimbros, folhas de figueira, trevo, cardamomo, azedinha, cálamo galange, breu e Aspalathus. No entanto, para Cleópatra, Kyphi não se limitava aos deuses.
Cleópatra tinha orgulho de seus cabelos e se enfeitava com numerosos pentes enfeitados. Delicadamente esculpidos, os pentes de marfim mantinham Cleópatra elegante. E, qualquer penteado, seja envolvendo ondas, cachos ou tranças, seria mantido firmemente no lugar com uma loção feita a partir de cera e resina. Além disso, para ocasiões festivas especiais, ou para proteger o cabelo do calor do sol, Cleopatra usava várias perucas.
Um ungüento para cobrir cabelos brancos foi feita a partir de óleo misturado com bagas de zimbro e duas plantas não identificadas. As propriedades adstringentes do zimbro também estimulavam o couro cabeludo. Cleópatra colocava alface picada colocada em seu couro cabeludo ungido com gordura e óleo de madeira de cedro. 

Para Cleópatra, a beleza envolvia remover os pêlos do corpo com uma navalha, ou com cremes de depilação. Um tipo desses cremes era baseado em ossos esmagados e cozidos de uma ave especial misturado a suco de pepino, goma, óleo e plátano. A mistura era utilizada aquecida presumivelmente para ser puxada ao esfriar. Pinças também eram utilizadas para a remoção de pêlos individuais.

Para melhorar o hálito, Cleópatra mastigava pastilhas cachous. Estas pastilhas eram preparadas a partir do kyphi.

Remédios que ajudavam na respiração eram mastigar incenso e ervas, ou a mastigar um pedaço de galho mastiche.


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